“Grande vertente humana”

“A organização e as pessoas envolvidas são muito mais acolhedoras que nos torneios realizados mais próximos do Litoral”.

 

Na primeira participação em 2016 “ganhámos laços de amizade com a organização e todos os anos tentamos sempre entrar com pelo menos uma equipa”. O torneio “não fica nada atrás” dos realizados no Litoral. “Antes pelo contrário. Em termos organizacionais, é muito superior”. Destaca-se pela “grande vertente humana”.

 

“Pais deliram com as iguarias”

“Os pais deliram com as iguarias e com toda a beleza envolvente. Os miúdos adoram estar de férias com os amigos, sem os pais [perto] e fazerem o que mais gostam que é jogar futebol. Os treinadores gostam da envolvência entre treinador-atleta, da partilha de conhecimentos entre todos e do nosso jantar entre os treinadores de todas as equipas, amavelmente oferecido pela organização do evento”.

Recorda que na primeira participação, a aceitação por parte dos pais “foi um grande desafio”, uma vez que não era hábito participar em torneios longe durante tanto tempo, mais ainda quando se tem o próprio torneio (Sesimbra Summer Cup) antes do verão. Mas a “aceitação foi quase total”. Das quatro equipas que coordenada, só a mais nova não participou.

 

“O que o torna único no país”

São várias as razões para que o regresso ao Alentejo se tenha tornado hábito. “O torneio está extremamente bem organizado, tanto é que voltamos sempre. Realço o número de jogos e a logística das refeições e transportes. A região é das mais bonitas do nosso país. Marvão encanta pela sua beleza e Castelo de Vide pela sua envolvência. O ambiente do torneio é quase familiar, o que o torna único no país”.

 

“Parabéns a quem acreditou neste projeto”

Espera que nesta edição “volte a ter muito sucesso e quero dar os parabéns a quem acreditou neste projeto e fez com que Castelo de Vide esteja nas bocas do panorama futebolístico infantil, tanto na Páscoa, como no início de julho”.

 

O treinador

Nuno Vieira, 40 anos, é treinador do Clube Desportivo de Sesimbra. Exerce a profissão há 12 anos e coordenada o clube atual desde 2015.

 

Texto: Inês Ruivo

Imagem: DR

“Fica na história do clube e da minha terra”

Vão ter uma experiência única. Daqui a 10 anos vão lembrar-se de Castelo de Vide. O Amiense nunca participou em nada igual. Fica na história do clube e da minha terra”.

 

Nesta primeira participação, “aquilo que eu quero acima de tudo neste torneio é que eles se divirtam e desfrutem do momento, pois é algo que nunca viveram até aqui.” O Castelo Vide Cup “tem uma dimensão internacional e, pelo que vejo e falo, tem uma excelente organização. Quando as coisas são bem feitas, o sucesso é iminente”.

 

“Queria fazer parte deste torneio”

Defrontar equipas de outras regiões e países é “determinante para ir aí. Até para mim vai ser uma experiência fantástica. Castelo de Vide Cup tem tido uma evolução brutal e queria fazer parte deste torneio. Isto é algo que penso desde julho, enquanto planeava esta época. […] Vamos a Castelo de Vide fazer história. Honrar a nossa terra e dignificar ao máximo o nosso clube”.

 

Saber estar “é fundamental”

Para o treinador, a prioridade passa por “fazer o melhor possível em termos desportivos”. Para além disso, o “saber ser e estar também é fundamental. Quero a minha equipa com postura, seja no campo, hotel ou nas atividades”.

 

“Um exemplo para eles”

Pedro Lista, 25 anos, é residente de Amiais de Baixo, localizado no concelho de Santarém. Iniciou o seu percurso como treinador, em 2011, no Clube Desportivo Amiense e nele permanece até hoje.

“As equipas são a minha imagem: entrega, paixão, garra e vontade”. Nesta profissão considera ser-se “um exemplo para eles, para o bem e para o mal. Veem o treinador como um ícone, alguém que é muito importante para eles. Um exemplo a seguir. Mas cabe a nós, treinadores, também fazermos por isso”.

 

Texto: Inês Ruivo

Imagem: C. D. Amiense

“Laços que daí nascem”

O torneio destaca-se pela “vasta possibilidade de experiências/atividades “extracompetição” que têm contributos riquíssimos para as equipas, especialmente ao nível daquilo que são as dinâmicas de grupo e os laços que daí nascem”.

 

A participação é gratificante para os atletas e treinadores que abraçam este desafio. “Penso que a crescente evolução ao nível do número de torneios realizados e de equipas, bem como a taxa de retorno muito elevada das participantes, fala por si. Quando há qualidade, competência e compromisso, a probabilidade de sucesso será sempre maior”.

 

“Responsabilidade acrescida”

A associação do clube à organização do torneio “faz-nos ter uma responsabilidade acrescida. Esta passa por demonstrar um comportamento e um saber-estar associados àquilo que deve ser o desporto em Portugal: com respeito pelo jogo e por todos os seus intervenientes. Devo também acrescentar que creio que é algo que tem sido demonstrado ao longo dos anos e é transversal a qualquer escalão/equipa do clube.”

 

“Inspira motivação”

Para este ano, “as expetativas são altas. A aprendizagem que o torneio nos possibilita de obter é algo que inspira motivação” e a participação de equipas estrangeiras “eleva-a” ainda mais.

 

O treinador

Manuel Madeira, 23 anos, teve a sua primeira experiência como treinador no 1º Julho Alcoitão, em 2012/2013, e cinco épocas depois seguiu para o A. F. Alcoitão. Apesar de manter a ligação a este, surge esta época a primeira experiência num outro clube: o Sporting Clube de Linda-a-Velha.

 

Texto: Inês Ruivo

Imagem: Fernando Madeira